Junta de Freguesia de Pinheiro Junta de Freguesia de Pinheiro

História

PINHEIRO: BREVE HISTÓRIA



No século XI, a freguesia de Pinheiro, “villa pinario”, aparece assim referida: “Pequeníssima e pobre, esta paróquia tem uma já bem velha história, ainda que escassa.

A ordem de Malta possuía nela meio casal da Arrifana; e nos “Portvgaliae Monvmenta Historica”, no Inventario deomnes hereditates sive et ecclesias de vimaranes, feito na  era de 1097, dizem que o mosteiro de Mumadona já possuía também villa pinario. Nos “Vimaranis Monvmenta Historica”, num documento de 1059, lê-se villa asoredi (Azurem) et villa pinario. A igreja é já notificada nas Inquirições de 1220, paróquia Sancti Salvatoris de Pineiro, com o seu prelatus Menendus Pineiro (Port. Mon. Hist.) e nas de 1258 se fala da “Ecclesia Sancti Salvatoris de Pignario”. Em 1527 tinha a paróquia 22 fogos, e, em 1839 tinha 230 habitantes (Manuscritos do Abade de Tagilde). Embora uma publicação da revista casa de Sarmento refira no ano de 1841, 43 casais e sete viúvos, com um total de 315 pessoas. Em 2001 a população de Pinheiro era de 1.301 habitantes.

Mas falemos de Pinheiro nos anos sessenta do século XX, época de que muitos de nós temos ainda memória, e deixemos por agora a história mais antiga da freguesia para uma oportunidade de estudo mais profundo.

A freguesia apesar de estar situada a poucos quilómetros da cidade, sofria nessa época de uma forte interioridade rural. O caminho da cidade fazia-se através de uma viela estreita no lugar dos remédios que bifurcava depois no lugar da Breia, à direita para o Bairro do Sol em direcção à Igreja e à esquerda para as Várzeas e Penedos Altos. Eram caminhos que começavam do lado da cidade em calçada mas depois continuavam térreos e nem sempre com acesso automóvel. Não havia transportes públicos, e por isso as pessoas deslocavam-se muito a pé, através de uma teia de caminhos, barrocas e carreiros enlameados no interior da freguesia. Basta lembrar o caminho para a Igreja e para a escola. As pessoas vinham das Várzeas e do Norte através de carreiros íngremes entre os campos de Linhares passando por baixo do pontilhão das Marinhas, sempre chuvoso e lamacento, ou os carreiros, a corta mato, do monte do cavalinho que desembocavam depois na cidade, nos portais de Vila Verde.

Por essa altura era pároco da freguesia o padre Faria, figura magra e austera. Não era má pessoa, mas tinha um feitio autoritário e ríspido. Antes dele, tinha sido pároco, o Padre Abílio e depois sucedeu-lhe o padre Arménio, também já falecido.

Foram ao tempo Presidentes da Junta da Freguesia: Joaquim Salgado do Agrelo, Manuel Soares Leite de Arca, Domingos Fernandes das Aléns e José Salgado do Bairro do Sol, cuja obra, apesar de escassa por falta de meios nessa época, não caberá aqui desenvolver.

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